Não consigo odiar ninguém



Hoje, sentado em meu sofá, enrolado em meu edredom, acompanhado de um chá quente, quando abria lentamente um livro e mexia em suas páginas, minha mente se desconecto daquele momento no qual eu estava, junto a ela a minha concentração também, veio um flash back em meus pensamentos até parar em uma frase que me deixou pensativo por um bom tempo. "Eu não consigo odiar ninguém". 
Independente do mal que a pessoa me causou, simplesmente não consigo odiá-la, posso ter aquele ódio instantâneo no momento, mas dentre poucas horas, poucos minutos, dias, tudo se vai e, não consigo mais imaginar o porque de todo aquele ódio, eu automaticamente o apago de minha mente. Mesmo que nessa intriga eu tenha toda a razão, de algum modo busco me reconciliar com a pessoa, vou em busca de retornar uma relação com ela, mesmo que para isso eu tenha que me desculpar sem ter feito algo. 
Posso ser considerado como "bobo" e "trouxa" para muitos, mas apenas é de meu "eu" fazer isso.
Com essa frase, logo veio em minha cabeça a música dos Engenheiros do Hawaii, que foi lançada no cd Novos Horizontes no ano de 2007, "Eu não consigo odiar ninguém", escrita pelo Humberto Gessinger.
Procurando por esse nome na internet a fora me deparei com uma maravilhosa interpretação da música. 
Me identifiquei muito com essa interpretação, principalmente pelo momento que estou passando. Vou deixar o texto abaixo junto ao link do blog.

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"Não consigo odiar ninguém, de Humberto Gessinger, não é uma música difícil de ser compreendida, porém muito inteligente e de uma beleza enorme. Numa música que retrata a tentativa de um eu lírico reatar seu relacionamento, Gessinger mostra todo o seu brilhantismo.
     Humberto inicia a música dizendo: "não quero seduzir teu coração turista". Turista é toda pessoa que viaja para divertir-se, toda pessoa que faz uma viagem por prazer. Quando fala "não quero seduzir teu coração turista. Não quero te vender o meu ponto de vista.", Humberto Gessinger, talvez, refira-se a não querer convencer a pessoa com a qual se relacionava a reatar tal relacionamento (que provavelmente tinha por brincadeira), mas apenas querer expor sua opinião e deixar que ela reflita a respeito.
     Logo em seguida, ele completa: "eu tive um sonho e há muito não sonhava, lembranças do futuro que a gente imaginava.". Bem, é comum que, num relacionamento, estável ou não, tracem-se sonhos, planos de futuro. Qualquer casal faz isso. E neste ponto, Humberto faz referência a este fato. Ele relembra o futuro que planejavam, ou melhor, o planejo do futuro. E o fato de "há muito não sonhar" nos dá a ideia de que há muito não faz planos, o que nos sugere que estejam separados há certo período de tempo.
     E completa as sequências de versos que precedem o refrão pela primeira vez: "nem sempre foi assim, outro mundo é possível. Pode até ser o fim, mas será que é inevitável?". Com isso, podemos concluir que o eu lírico de Humberto Gessinger sugere claramente que a pessoa com a qual se relacionava repense sobre o fim do relacionamento, se é mesmo definitivo, se é mesmo inevitável.
     Enfim, chegamos ao refrão. É comum que fiquemos com raiva, magoados, ou mesmo criemos o ódio, quando somos abandonados pelas pessoas que gostamos. No entanto, o nosso eu lírico simplesmente não consegue odiar a pessoa que o deixou. Possível motivo? O amor, quem sabe. E o fato de não conseguir odiar a tal pessoa, faz com que ela o ache louco, por achar que tal amor, que não se machuca nem mesmo com o abandono, pareça mais com a obsessão. Mas então o eu lírico argumenta: "eu não consigo odiar ninguém".
     Seguem-se então os versos que eu, Thamirys, considero os dois mais bonitos da canção. O primeiro é: "O tempo parou, feito fotografia, amarelou tudo que não se movia", onde o eu lírico nos mostra que, ao fim do seu relacionamento, o tempo, o mundo parecia parado, como uma fotografia imóvel. Mas que, também como uma fotografia, amarelou com o passar do tempo que, apesar de parecer, não estava parado. O segundo é: "o tempo passou, claro que passaria, como passam as vontades que voltam no outro dia". Humberto Gessinger simplesmente quis nos mostrar que, passado o momento, não adianta insistir. E o tempo, inevitavelmente, passou tanto para o eu lírico quanto para a pessoa a quem ele fala durante toda a música.
      Então, após e antes da repetição do refrão, complementando o sentido dos versos descritos no parágrafo anterior, Gessinger diz: "eu tive um sonho, o mesmo do outro dia, lembranças do futuro que a gente merecia". Nestes últimos versos inéditos ao corpo da canção, Humberto Gessinger me passa a ideia de desistência, onde o eu lírico desiste de convencer quem quer que seja a reatar seu relacionamento (coisa que jamais foi sua intenção inicial), afinal o tempo passou, o momento passou e o relacionamento acabou, ainda que ele guarde resquícios desse amor dentro de si e ainda ache que juntos teriam um belo futuro."

Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos


Nessa bela noite de domingo, trancafiado em alguns sentimentos, assisti novamente um dos filmes que mais me marcou, “As vantagens de ser invisível”, foi apenas o filme certo na hora exata. Fez-me refletir muito nos momentos que vivencio, me deu outra visão do atual momento que até então era um ar denso de tristeza disfarçado de felicidade.
Uma das vantagens de ser ter amigos, além de risadas por motivos que ninguém mais compreenderia, é que mais alguém no mundo passa a entender do que você gosta. Então as chances de encontrar "aquele" livro que marcará a sua vida ou "aquela" música que se tornará a sua trilha sonora ficam incrivelmente maiores. Pois não serão mais apenas os seus olhos e ouvidos que estarão atentos aos seus gostos.
Amigos também nos reconhecem em vitrines, no cartaz do cinema ou navegando pela internet. Quantas vezes cada um de nós já não foi marcado no Facebook ao lado de uma piada ou de um clipe acompanhado da sentença "lembrei-me de você"?
Uma amiga há algum tempo me recomendou um filme que tinha uma frase tão marcante "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos".  Na época assisti sem compromisso, adorei o filme, mas ele não tinha chegado a mim da mesma forma que aconteceu hoje. Eu apenas não estava no momento certo de compreender e aceitar todas aquelas virtudes que adentrava o filme. Teria que acontecerem umas coisas em minha vida para se conectar completamente com o “pensar” do filme.

Eu já aceitei que não fossem gentis comigo e que não me tratassem como prioridade. Já acreditei em desculpas que sabia não serem verdades... Por mais de uma vez. Pois acreditava que o sentimento dos outros por mim era responsabilidade minha.

Sempre haverá aquelas pessoas ao seu lado que aceitarão e irão compreender o seu “luto”.
O sentido desse texto é mostrar algo que só hoje entendi na essência, que é o título do texto: “Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”. Achei que nunca teria um amor tranquilo. Achava que amor era como navegar em águas pesadas e atormentadas. Achei que amor era como uma batalha que se vencia todo dia, ainda que só falasse que era como uma plantinha a ser regada. Machuquei-me tanto, achando que aquelas feridas iriam resultar em cicatrizes bonitas e que seria motivo de orgulho, uma vez que seriam marcas de coisas ruins que tive que passar para meu “relacionamento bonito” durar.
Achava que merecia um amor complicado, cheio de pontas, mágoas e indecisões, porque querendo ou não, causava isso também. E no final, eram apenas ilusões criadas pelo coração, quando enxergamos o que realmente podemos ter, o que merecemos, é quando podemos vê o tamanho que o amor pode ser.
Amor adolescente e o amor adulto, são duas fazes do amor que passamos em nossas vidas, mesmo no final sendo apenas amor, há grandes diferenças entre eles, não creio ser a intensidade e sim a vivência. Hoje, transito no meio dos dois, vejo que o amor de adolescente em seu fim gera uma dor nova, fresca e sufocante. Diante de tais momentos de minha vida vejo que hoje toda essa pulsação de sentimentos tomou o seu fim, para da à liberdade da próxima etapa tomar o seu caminho.

Finalmente o ar de felicidade é sincero e real. 

Uma frase que sempre irei levar comigo e acho que todos devem carrega-la na memória "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos".

Caminho



Em um breu total,
O silêncio é mutuo,
Caminho, caminho...
Meus pés que tocam,
O chão húmido,
Nessa infinita highway,
Uma leve brisa que me acompanha,
Traz-me e leva palavras,
Todas às que são ditas,
Morrem no ar...
Ressuscitam em memórias.

Meus olhos cegos,
Não vejo minhas mãos,
Só sinto o ar quente que sai das paredes,
Gotas de água começam a cair,
Tuc... tuc.. tuc...

Um clarão atravessa meus olhos,
A luz que tomou toda a minha visão,
Que fez todas as paredes começarem a vibrar,
O calor era intenso,
Ouviam-se gargalhadas,
Um doce som vibrante,
Saia de lábios vermelhos,
Mal conseguia me mover,
A luz vai embora,
A escuridão volta à tona,
Toma conto de todo o meu redor,
Tudo se foi...
...
...
...
Volto a caminhar,
No chão húmido,
Com a trilha do silencio da vida,
Com a companhia,
Da doce e leve brisa,
Permaneço trancafiado,
Em meus passos,
E palavras..
Sem os seus “fim”.

O novo



O novo é bom?
O passado, é algo tão aconchegante, tão familiar e já temos a certeza de como foi bom todo esse tempo que se passou.
Seria ótimo se pudéssemos se trancafiar nesses dias e permanecer por lá. Mas como um vento que sopra ao norte levando uma pluma pelos os ares, depois de alguns voos divertidos, a subordinação aos caprichos das correntes de ar pode ser um saco. Esse é o passado no qual se prendemos.
É no ziguezague da agulha fazendo a linha unir dois panos que se caminha. Até que um dia soe perfeitamente natural quando alguém disser que a distância aproxima.
Se predemos demais no passado por ser familiar, por ter gerado ótimos momentos, já sabemos como lidar com suas surpresas e decepções. O novo não nos dá isso, não temos a certeza de nada que possa acontecer, nem do que se fazer. Ficamos ilhado na espera de um bote salva vida ou de aprendermos a sobreviver em uma ilha deserta.
Mas não somos capazes de fugir do novo, como um dia o passado foi o novo, o novo que virá será passado. 
Enquanto esses dias não chegam, temos que nos proporciona momentos e coisas maravilhosas nesse novo, para que um dia quando ele for passado olharmos para trás e vê como foi bom.
É um saco, quando o vento parece nos levar a direção contrária de nossos desejos, mas a distância é o que pode nos aproximar.

Como dizia a mãe do Forrest no filme "Forrest Gump" "A vida é como uma caixa de bombons. Você nunca sabe o que vai encontrar".


Nesse campo vazio,
Sinto-me só,
Sem você para dançar nele.

Nesse chão gelado,
Sinto-me só,
Sem você para se deitar ao meu lado.

Nesse jardim floral,
Sinto-me só,
Sem você para esbanjar seu cheiro às flores.

Nesse céu azul,
Sinto-me só,
Sem você para os raios de sol iluminar.

Nessa manhã fria,
Sinto-me só,
Sem você para dividir o aroma do café.

Nessa estrada cinza,
Sinto-me só,
Sem você para dá cor a ela.

Nesse silêncio sem fim,
Sinto-me só,
Sem você para compor uma trilha nesse breu.

Nessa vida passageira,
Sinto-me um passado,
Sem você para está em meu futuro.

Amada



Ó, minha amada, 
Nesta noite encantada,
Mesmo que a lua não esteja apresentada,
Se escuros meus caminhos estivessem,
Claros estariam por tua luz irradiada.

Esquecer-te



Esquecer-te,
Talvez impossível,
Talvez fácil demais,
Talvez eu não queira,
Isso jamais.

Esquecer-te,
Faz-me perder,
Faz-me querer lutar,
Faz-me gritar,
Não querer voar.

Esquecer-te,
Deixa-me triste,
Deixa-me cansado,
Deixa-me sozinho,
Fico irado.

Esquecer-te,
Requer coragem,
Requer vivência,
Requer proeza,
Incrível abstinência.

Esquecer-te,
És doloroso,
És escuro,
És necessário,
Sair de cima do muro.

Esquecer-te,
Não é como eu queria
Não é apenas um ponto final,
Não é tão simples como devia ser,
Nada de etc e tal.

Esquecer-te,
Poderia ser apenas em palavras,
Poderia ser apenas em querer,
Poderia ser apenas em olhares,
É o preço de viver.

Esquecer-te,
Deveria ser diferente,
Deveria não ser necessário,
Deveria ser evitável,
Um coração falsário.

Esquecer-te,
Seria mais fácil,
Seria mais simples vê,
Seria mais viável,
Se o tudo não fosse você.

Poço




Ó, vento forte,
Janela sem vidro,
Brisa que adentra o meu eu,
O sangue que escorre em minhas mãos,
É denso,
É frio,
É gostoso,
No fundo do poço,
Encontro sua luz,
Mas não consigo alcança-la,
O caminho até ela, é bom,
Satisfaz-me,
Com a dor que me proporciona,
Esquisito,
Estranho,
Buscando o inverso daquilo que me cerca,
Ao cansar de caminhar,
Vi,
Que ao redor,
Não era tão inverso assim,
Apenas meu ponto de vista que era cego.

Show no céu


Adormecemos em uma madrugada tão bela, as estrelas rasgavam o céu, foi espetacular o show que os meteoros deram para a terra, a cada brilho que escorria o céu deixava uma felicidade diferente em mim,
me trazendo lembranças e me harmonizando com o seu toque suave, momento único. 
Com uma trilha sonora empolgante de fundo, lá estava eu, sentado na plateia olhando todo o show estelar, na companhia da lua e de você em minha mente, foi uma felicidade no meu eu interior inigualável.

Saudade



Na noite passada havia uma belo céu de brigadeiro,
em os brilhos das estrelas eu via seus olhos,
no canto da vida eu ouvia sua voz,
Aonde estou?
Isolado em meu canto escuro,
sentado no frio do luar.
Dou risada ao lembrar de momentos passados,
me emociono,
sinto raiva...
Lembranças é o que me conforta,
viver em passados se tornou o meu ar.
Ah... suas risadas suaves,
teu cheiro que eu carregava aonde for,
seus olhos que me refletia a felicidade,
sua doce boca que me dizia tudo que se precisava ouvir,
seus fios "loiro" que escorria em meus dedos,
sua pele quente que me aconchegava ao abraça-la,
a luz verde do celular que me avisava quando suas palavras chegavam a mim.
Hoje, 
me resta apenas lembranças e saudades.
E pagar o auto preço de querer ser feliz.