O novo



O novo é bom?
O passado, é algo tão aconchegante, tão familiar e já temos a certeza de como foi bom todo esse tempo que se passou.
Seria ótimo se pudéssemos se trancafiar nesses dias e permanecer por lá. Mas como um vento que sopra ao norte levando uma pluma pelos os ares, depois de alguns voos divertidos, a subordinação aos caprichos das correntes de ar pode ser um saco. Esse é o passado no qual se prendemos.
É no ziguezague da agulha fazendo a linha unir dois panos que se caminha. Até que um dia soe perfeitamente natural quando alguém disser que a distância aproxima.
Se predemos demais no passado por ser familiar, por ter gerado ótimos momentos, já sabemos como lidar com suas surpresas e decepções. O novo não nos dá isso, não temos a certeza de nada que possa acontecer, nem do que se fazer. Ficamos ilhado na espera de um bote salva vida ou de aprendermos a sobreviver em uma ilha deserta.
Mas não somos capazes de fugir do novo, como um dia o passado foi o novo, o novo que virá será passado. 
Enquanto esses dias não chegam, temos que nos proporciona momentos e coisas maravilhosas nesse novo, para que um dia quando ele for passado olharmos para trás e vê como foi bom.
É um saco, quando o vento parece nos levar a direção contrária de nossos desejos, mas a distância é o que pode nos aproximar.

Como dizia a mãe do Forrest no filme "Forrest Gump" "A vida é como uma caixa de bombons. Você nunca sabe o que vai encontrar".

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