Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos


Nessa bela noite de domingo, trancafiado em alguns sentimentos, assisti novamente um dos filmes que mais me marcou, “As vantagens de ser invisível”, foi apenas o filme certo na hora exata. Fez-me refletir muito nos momentos que vivencio, me deu outra visão do atual momento que até então era um ar denso de tristeza disfarçado de felicidade.
Uma das vantagens de ser ter amigos, além de risadas por motivos que ninguém mais compreenderia, é que mais alguém no mundo passa a entender do que você gosta. Então as chances de encontrar "aquele" livro que marcará a sua vida ou "aquela" música que se tornará a sua trilha sonora ficam incrivelmente maiores. Pois não serão mais apenas os seus olhos e ouvidos que estarão atentos aos seus gostos.
Amigos também nos reconhecem em vitrines, no cartaz do cinema ou navegando pela internet. Quantas vezes cada um de nós já não foi marcado no Facebook ao lado de uma piada ou de um clipe acompanhado da sentença "lembrei-me de você"?
Uma amiga há algum tempo me recomendou um filme que tinha uma frase tão marcante "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos".  Na época assisti sem compromisso, adorei o filme, mas ele não tinha chegado a mim da mesma forma que aconteceu hoje. Eu apenas não estava no momento certo de compreender e aceitar todas aquelas virtudes que adentrava o filme. Teria que acontecerem umas coisas em minha vida para se conectar completamente com o “pensar” do filme.

Eu já aceitei que não fossem gentis comigo e que não me tratassem como prioridade. Já acreditei em desculpas que sabia não serem verdades... Por mais de uma vez. Pois acreditava que o sentimento dos outros por mim era responsabilidade minha.

Sempre haverá aquelas pessoas ao seu lado que aceitarão e irão compreender o seu “luto”.
O sentido desse texto é mostrar algo que só hoje entendi na essência, que é o título do texto: “Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”. Achei que nunca teria um amor tranquilo. Achava que amor era como navegar em águas pesadas e atormentadas. Achei que amor era como uma batalha que se vencia todo dia, ainda que só falasse que era como uma plantinha a ser regada. Machuquei-me tanto, achando que aquelas feridas iriam resultar em cicatrizes bonitas e que seria motivo de orgulho, uma vez que seriam marcas de coisas ruins que tive que passar para meu “relacionamento bonito” durar.
Achava que merecia um amor complicado, cheio de pontas, mágoas e indecisões, porque querendo ou não, causava isso também. E no final, eram apenas ilusões criadas pelo coração, quando enxergamos o que realmente podemos ter, o que merecemos, é quando podemos vê o tamanho que o amor pode ser.
Amor adolescente e o amor adulto, são duas fazes do amor que passamos em nossas vidas, mesmo no final sendo apenas amor, há grandes diferenças entre eles, não creio ser a intensidade e sim a vivência. Hoje, transito no meio dos dois, vejo que o amor de adolescente em seu fim gera uma dor nova, fresca e sufocante. Diante de tais momentos de minha vida vejo que hoje toda essa pulsação de sentimentos tomou o seu fim, para da à liberdade da próxima etapa tomar o seu caminho.

Finalmente o ar de felicidade é sincero e real. 

Uma frase que sempre irei levar comigo e acho que todos devem carrega-la na memória "Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos".

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