Velho lobo uivante


A minha alma ainda és um velho lobo apaixonado, que ruiva para ventos passados. 
Trancafiando-se nas grades dos mortos, vivendo dentro da esperança de liberta-se. 
Uma mera nota sozinha que não consegue se definir como uma melodia. 
Um norte que não consegue se guiar perante ao sul. 
Vales de prazer, vales de pensamentos, vales de sorrisos, vales de viver. Descartáveis pegadas que são deixadas a beira do mar com os seus fins perante a esperança de não ser beijadas pelo mar. 
Como dizia o blues: "Quando não se diz nada, é a morte de cada palavra".

Um vazio tão cheio de si


Estranho vazio cheio de vida;
Tão cheio de si;
Mas nada dentro de ti.
Deixa-se levar por sorrisos falsos;
Na busca de seu caminho;
Na busca de sua vida.
Tentando encontrar o seu resumo;
Apenas a sua felicidade.
Seus passos lentos;
Sua voz frenética;
Seu sorriso melancólico;
És você nessa rua vazia.
Leve brisa na nuca;
Uma leve luz aos seus olhos;
O frio e o quente que se tocam;
É a sua mão em busca de outra;
Uma dualidade eterna.
Mesmo em seu silêncio;
Na busca de seu vazio;
O seu externo GRITA;
Exala palavras mortas;
Que tentam se encaixar ao seu redor;
Mas no final são apenas palavras;
Apenas, corvos em um dia comum;
Que buscam se encaixar em seu velho novo.

Tantos passos ao seu redor;
Mas o passo que carrega a sua musica;
Ah, ele caminha para longe;
Levando o seu eu que está por perto;
E longe demais de seu olhar;
Seu simples olhar que se fecha;
Na esperança de um dia renascer.