Um vazio tão cheio de si


Estranho vazio cheio de vida;
Tão cheio de si;
Mas nada dentro de ti.
Deixa-se levar por sorrisos falsos;
Na busca de seu caminho;
Na busca de sua vida.
Tentando encontrar o seu resumo;
Apenas a sua felicidade.
Seus passos lentos;
Sua voz frenética;
Seu sorriso melancólico;
És você nessa rua vazia.
Leve brisa na nuca;
Uma leve luz aos seus olhos;
O frio e o quente que se tocam;
É a sua mão em busca de outra;
Uma dualidade eterna.
Mesmo em seu silêncio;
Na busca de seu vazio;
O seu externo GRITA;
Exala palavras mortas;
Que tentam se encaixar ao seu redor;
Mas no final são apenas palavras;
Apenas, corvos em um dia comum;
Que buscam se encaixar em seu velho novo.

Tantos passos ao seu redor;
Mas o passo que carrega a sua musica;
Ah, ele caminha para longe;
Levando o seu eu que está por perto;
E longe demais de seu olhar;
Seu simples olhar que se fecha;
Na esperança de um dia renascer.



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