Velho lobo uivante


A minha alma ainda és um velho lobo apaixonado, que ruiva para ventos passados. 
Trancafiando-se nas grades dos mortos, vivendo dentro da esperança de liberta-se. 
Uma mera nota sozinha que não consegue se definir como uma melodia. 
Um norte que não consegue se guiar perante ao sul. 
Vales de prazer, vales de pensamentos, vales de sorrisos, vales de viver. Descartáveis pegadas que são deixadas a beira do mar com os seus fins perante a esperança de não ser beijadas pelo mar. 
Como dizia o blues: "Quando não se diz nada, é a morte de cada palavra".

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