Infeliz se é, quando o seu maior desejo é deitar-se em um chão frio e ficar esperando toda a sua frieza passar ao seu corpo, quando for tomado por completo apenas fechar os olhos na espera do descanso eterno, sem o desejo do suspiro final, agregar-se nas cinzas que estão pelo ar e ir sem volta para o fim de todo o meu “eu”.
Sem desejos, sem pesos, sem esperanças, sem gritos, sem
pensamentos, apenas desligar-se de todo esse ciclo, viajar todo o sertão a fora
sem rumo, sem direção, presenciar o nada da vida e nunca mais toca-la,
deleitar-se no escuro rumo sem o desejo de luz, sem a proeza de querer
retornar, apenas permanecer por ali.

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