Nesse fim de noite, onde a beleza da natureza se exala
formando-se a neblina diante de nossos olhos, deixando o claro e nítido olhar, em um
baço e esperançoso vibrar de pupilas.
Enrolado em meu aconchego, deleito-me e descanso para
iniciar mais um ciclo de semana. Ao som do nada de uma noite fria penso muito,
como a vida poderia ser diferente se tivesse tomado outro rumo na estrada dela.
Perante em muitas rodas amigáveis, calor, sorrisos e
felicidade, sinto-me só, falta-me algo, o vazio que toma conta de todo o meu
peito, do meu “eu”, chega a ser maior que o recipiente, maior que os aconchegos
que me vem, é estranho pensar nisso, quanto mais pessoas me cercam mais
distante me sinto de tudo, sozinho no canto, esperando algum sorriso iluminar a
minha saída. É estranho, perante as tantas pessoas no globo terrestre,
tantas pessoas em minha volta, tantas felicidades e desejos bons, me
senti uma peça fora do quebra-cabeça, uma carta fora do baralho, estranho onde
tudo em sua vida se encaixa, alguns desejos, profissionalmente e afins, menos
você.
Esse texto soa-se depressivo, mas não é essa a intenção,
apenas não consigo me encaixar para poder me achar no meio dessa multidão do
mundo. Aonde devo estás? Aonde ela deve estás?

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